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segunda-feira, 9 de junho de 2008

O desejado 5o passo - A restauração

Se a pessoa se arrepender, ela pode ser recobrada e recebida novamente como membro da igreja.
Em 2Co 2:1-11 Paulo diz que no caso bastou a repreensão feita por muitos, ele exorta a igreja a não exagerar na dose. Ele entrevê que o ofensor já está apto a voltar à comunhão plena.
Devemos sempre procurar recobrar e recuperar essas pessoas. Jesus bem que poderia dizer à igreja. “Será que Eu morri por essas pessoas e vocês não vão cuidar delas?” “Eu derramei Meu sangue e vocês não vão trabalhar por elas?”

Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.
Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido.
Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca. (Mt 18:10-14)

4º PASSO – O NECESSÁRIO AFASTAMENTO

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Não participes dos pecados alheios (1Tm 5:22).

O terceiro passo da disciplina deveria ser suficiente para promover o arrependimento no irmão que vimos pecar, principalmente se a igreja repetir a abordagem várias vezes. Mas é possível que nosso irmão não demonstre nenhum arrependimento pelo pecado, nem reconheça o pecado, nem se disponha a mudar o seu comportamento.
Se o terceiro passo for infrutífero, e o irmão ou irmã não der ouvidos à abordagem prescrita anteriormente, o próximo passo é considerá-lo como não-crente. Mt 18:17 diz: "se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano".

Por quê? Porque nós não sabemos se ele é crente ou não. Um crente deveria ter se arrependido após repetidas exortações. Um crente tem consciência do pecado. Ama a Deus, ama a seus irmãos, ama a igreja. Como não se arrependeria? Se a igreja não estiver sendo injusta, não se concebe um crente deixar de se arrepender. O arrependimento é o requisito mínimo para ser considerado cristão, é a porta de entrada para o Reino. Se não acontece, o estado deste crente deve ser questionado.

A igreja é formada por aqueles que se arrependem dos seus pecados e crêem em Cristo. quem não cumpre estes requisitos não pode ser membro da igreja de Cristo.

A exclusão não é por causa de nenhum pecado, mas por causa da falta de arrependimento.

O que é interrompido? O não crente não tem privilégios na igreja de cargos e opiniões, nem ministérios. Não participa da Ceia. Com o tal nem ainda comais 1Co 5:11. Não se dá muita intimidade a essa pessoa.

O que continua ou reinicia? O não-crente não pode ser considerado membro, mas deve ser visitado, aconselhado, e principalmente, assistir o culto. Ele deve ser re-evangelizado.

O que significa “entregar a Satanás”?
A expressão “entregar a Satanás” aparece em 1Co 5 e 1Tm 1:20. O propósito não é vingança ou condenação, mas simplesmente ensino: ver 1Tm 1:20 – para que aprendam a não blasfemar. E diz que isto vai salvar a alma do adúltero de 1Co 5.
Jó também foi entregue a Satanás, mas isso teve um efeito em Jó e um efeito diferente na esposa de Jó. Jó conhecia Deus de vista, mas passou a ter intimidade com Ele por causa do seu sofrimento.
Pedro foi entregue a Satanás, e nisto foi aumentada a sua fé (Lc 22:31,32).
Paulo mesmo foi entregue a Satanás: 2Co 12:7-10, e isto para que fosse santificado e permanecesse humilde.
Paulo sabia como Deus usa Satanás, é para disciplina e para reforçar a humildade nos crentes, pois quando os crentes são mais fortes quando são fracos.
Satanás é inimigo de Deus? Uma gota pode apagar um incêndio? Uma faísca pode evaporar o oceano? Deus não tem rivais. Até mesmo os ataques de Satanás são usados por Deus para santificação dos Seus filhos. Nosso Deus está no controle. Ponto final.
As vacinas são como doenças induzidas, são vírus atenuados, ou só a capa dos vírus, para que o corpo crie anticorpos. Assim é a exclusão, o expor a pessoa a Satanás, tirar a proteção da igreja, deixar que ela sinta o gosto do mundo, perder a comunhão com Deus. Isso fará com que o crente afastado odeie o pecado.
Se ele for crente certamente voltará horrorizado. Com o tempo terá nojo do estilo de vida mundano. Não aguentará ficar muito tempo fora da comunhão e das bençãos da igreja. O Espírito Santo irá incomodá-lo até não poder mais aguentar.
A exclusão é um remédio amargo para o cristão que se afastou da santidade. Mas cremos na perseverança dos santos. Um cristão confrontado biblicamente haverá de se arrepender. A igreja trata a pessoa como um incrédulo a ser evangelizado. Não deve se afastar da freqüência á igreja. Mas sem comunhão dos privilégios de crente.

A exclusão também revela os incrédulos. Os quais estavam na igreja. É triste. Mas estamos fazendo um favor a essa pessoa, dizendo a ela que não nos parece salva. Isto com o único objetivo que esta chegue a uma verdadeira experiência de conversão e salvação. Não vamos deixá-lo se enganar.

Convoca-se a igreja para que lamente e chore. Em 1Co 5:11 Paulo pergunta: “nem ao menos vos entristecestes?” A igreja deve se auto-analisar para ver se acabou falhando de alguma forma com esse indivíduo. É um processo que rasga nosso coração. Mas se amamos nosso Deus, obedecemos aos Seus mandamentos.

INTENSIFICA-SE o acompanhamento e visitação. Afinal esta é a pessoa que mais precisa.

Até quando? Enquanto há vida, a igreja continua. Deveremos cuidar dele para sempre, até que volte.

3º PASSO – A AJUDA DA IGREJA.

Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos (2Co 2:6).

O segundo passo da disciplina deveria ser suficiente para promover o arrependimento no irmão que vimos pecar, principalmente se a comissão de dois ou três repetir a abordagem várias vezes. Mas é possível que nosso irmão não demonstre nenhum arrependimento pelo pecado, nem reconheça o pecado, nem se disponha a mudar o seu comportamento.
Se o segundo passo for infrutífero, e o irmão ou irmã não der ouvidos à abordagem prescrita anteriormente, o próximo passo é convocar a igreja. Mt 18:17 diz: "e, se não as escutar, dize-o à igreja.
Quando é a hora certa de passar de passo, e avançar ao 3o e a outros? Varia muito de caso a caso. Devemos pedir a Deus discernimento e sabedoria para ver quando não há mais progresso no contato e está caracterizado que a parte ofensora não "quer ouvir".
Por quê pedir ajuda à igreja? Porque a igreja é um corpo do qual os dois são membros. A igreja é a comunhão organizada onde os dois são membros. E quando a reconciliação falha tem que ser levada à igreja.
Temos dificuldade em entender isso porque fazemos uma leitura individualista da Bíblia. Mas o pecado de Acã era o pecado de Israel inteiro. O pecado de Adão foi o pecado da humanidade inteira. 1Co 12:26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele.
O ofensor deve ter sido avisado desde o começo do processo que isso poderá acontecer, a igreja poderá ter que intervir. Geralmente isto o incentiva a voltar atrás na sua posição.
E é necessário redobrar as orações, agora não só do ofendido, mas dele com as testemunhas junto, para decidir se chegou o momento de levar o caso de levar à igreja.
Em que reunião se deve abordar o assunto? Não temos a prescrição do texto bíblico, mas uma sugestão é que esta seja uma reunião especial, convocada somente para este fim, podendo ser chamada de reunião pastoral.
Quem deve ter acesso a esta reunião? Todos os membros da igreja, devendo-se considerar a inconveniência do acesso de não-crentes e não-membros. É uma reunião pública para igreja, mas fechada para os de fora, pois é para resolver um assunto interno. A não ser no caso de se convidar um crente de fora que seja mais experiente para aconselhar, ou no caso de alguma das testemunhas já ser um crente de fora da igreja.
As assembléias são momentos administrativos, nelas pode não ser conveniente o detalhamento do processo. Talvez o melhor é que na assembléia seja feito apenas o ato burocrático de desligar o membro, se chegar a tanto o processo.
Falar sobre o processo ou executar o terceiro passo no meio de um culto ou de outra reunião que tinha um objetivo diferente é um ato totalmente errado, que deve ser interrompido imediatamente pelo dirigente da reunião, explicando como é o devido processo de disciplina.

Vigiar a tendência à hierarquia. Talvez aqui seja o momento em que mais se terá a tendência de entregar tudo nas mãos de um dos pastores ou de outros líderes. Mas não é esta a orientação bíblica.
Os pastores devem ser consultados, sim, para marcar a reunião pastoral onde acontecerá o terceiro passo. E certamente é importante a presença deles nessa reunião. Se o ofendido não convocou um dos pastores para ser uma das testemunhas (e não há problema nenhum nisso), certamente nesta reunião do terceiro passo os pastores poderão dar seus conselhos sobre o caso.

Quanto maior o problema, maior o acompanhamento. A cada passo que se prossegue, do um ao dois, ao três, etc. aumentam a insistência, a perseverança da igreja e a urgência das conversas. O número de visitas e conversas deve ser proporcional ao passo em que a pessoa está: quanto mais grave, mais visitas e conversas. Pois esta é a pessoa que precisa mais. Quanto mais difícil a situação da pessoa, mais ela deve ser procurada pelos seus irmãos.

Devemos suprimir juízo preliminares. O processo conforme ensinado por Jesus faz com que o peso da questão vá aumentando no coração do ofensor. De forma que a pessoa possa ser recobrada.

O que acontece na conversação do terceiro passo?
Primeiramente, o ofendido volta a falar basicamente o mesmo que falou no primeiro e segundo estágio da disciplina, agora diante dos seus irmãos reunidos.
Em segundo lugar, ofensor naturalmente irá querer falar aos irmãos, e deve fazê-lo.
Em terceiro lugar, as testemunhas confirmam os fatos, confirmam como foi executado o primeiro e segundo passo, relatam a parte delas, como prosseguiu a conversa e o processo. Aqui, elas têm um papel fundamental. É para que toda palavra se estabeleça. As testemunhas devem confirmar que não houve arrependimento por parte do ofensor. É absolutamente necessário que haja CERTEZA dos fatos do caso. Nada pode ser investigado até que haja pelo menos duas testemunhas (Mt 18:16; I Tm 5:19). Geralmente as aparências são enganosas (Jo 7:24) e não podemos agir em disciplina sem que haja fatos concretos sobre os pecados cometidos.
Em quarto lugar, o ofensor poderá falar novamente.
Em quinto lugar, os outros irmãos presentes darão seus conselhos, e a conversa prossegue.
Os pastores da igreja devem mediar esta conversa, garantindo a ordem, decência, respeito e o direito de cada um falar o seu ponto de vista.
Os irmãos em geral (igreja que se reuniu) exercem as mesmas funções que as testemunhas no segundo passo (conselheiros, pacificadores, mediadores, árbitros se forem convocados).
Tudo deve ocorrer envolvido pela oração sincera que busca em Deus a solução para o problema. A igreja que se reuniu com este objetivo deve buscar a sabedoria para encontrar uma solução específica, que pode variar de caso a caso.


ROTEIRO DO 3º PASSO

1 - Que fazemos com o SEGREDO, nesse passo? O segredo deve ser mantido ao máximo. Certamente que o tipo de pecado e outros detalhes não devem ser contados para todas as pessoas de fora e todos os membros que não comparecerem a esta reunião pastoral. Só quando estiverem o ofendido, o ofensor e as testemunhas reunidos com os outros irmãos é que os detalhes devem ser colocados, porque aí é justo para as duas partes.
Às vezes o processo já começa com a igreja sabendo tudo, o pecado já é público e conhecido por todos. Nesse caso, pode-se divulgar também quem são as pessoas que estão tratando do caso, no primeiro e segundo passo, e pedir que a igreja espere que estas a convoquem.
Mas nada impede que mais de um irmão tome a iniciativa de falar em particular com o ofensor (primeiro passo). A princípio, é o que se faz, assim que se sabe de um pecado. De forma natural, os processos serão unificados numa reunião só, quando esta for convocada.

2 – Considerar a possibilidade de manter segredo mesmo para com a igreja. Em geral, pecados secretos devem permanecer secretos. Avalie-se o impacto da divulgação do pecado tratado. Se for assim, não se dará detalhes específicos, apenas se falará de como se desenrolou o primeiro e segundo passo. A divulgação pode acontecer pelo próprio ofensor, ao se defender.

3 - NUNCA se fala mal de um irmão à igreja. Nem agora, nem nunca. Isto é ordem bíblica: Irmãos, não faleis mal uns dos outros (Tg 4:11). Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz (Tg 3:18) .

4 – A intenção do ofendido e das testemunhas é convocar todos os presentes a orar pela pessoa, a lutar por ela, a buscá-la e recuperá-la. Não para acusá-la ou condená-la. Deve-se ter muito cuidado para deixar claro que este é objetivo da reunião: a cura, não a condenação. Não a fofoca. Apenas chamamos a igreja a orar por ele e aconselha-lo. Pecado não é para ser tratado como carniça para urubus, pecado é para ser lamentado, orado e conversado, com sensibilidade, sabedoria, dignidade, amor e sobretudo TRISTEZA.
5 – Os membros presentes a esta reunião devem tomar a iniciativa de confessar seus pecados. A ordem de Jesus, de tirarmos a trave primeiro de nossos olhos para poder tirar o argueiro do irmão, vale também para a igreja. Que fique claro que a disciplina é uma
conversa de pecador para pecador. Deve-se averiguar e pedir perdão ao ofensor pelas falhas da igreja em não ensinar e acompanhar seus membros tão bem como deveria.

6 – Os presentes à reunião devem fazer um apelo de arrependimento ao ofensor. Se for realmente o caso, pois a igreja ainda tem que corrigir eventuais erros das testemunhas. Havendo certeza de pecado não arrependido, todo o esforço de argumentação mansa, paciente e amorosa deve ser feito nesta reunião.
A igreja deve insistir com esta pessoa de uma forma intensa, e chegar ao ponto de IMPLORAR que ela se arrependa, para que o afastamento não se torne necessário. Este procedimento geralmente atrai o pecador ao arrependimento. Devemos ter o mesmo sentimento de amor que Paulo teve: não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós (At 20:31).

7 - A igreja não deve criar leis. A igreja não foi chamada para criar novas regras de conduta. A lei não pode salvar. Pela lei apenas vem o conhecimento do pecado. A lei de Deus já é alta demais, não a aumentemos. É um equívoco muito comum.
A disciplina deve ser aplicada caso a caso, a vontade de Deus deve ser discernida em cada situação particular.

8 – Pode haver casos em que uma correção pública e imediata é necessária, pulando os dois passos anteriores. Especialmente quando o coração do Evangelho é atacado por comportamento ou doutrina herética. Exemplos bíblicos: Gl 2:11-14; Tt 1:10,11.

9 – Até quando? Enquanto há esperança de arrependimento, a igreja continua. Vários irmãos devem conversar com a pessoa várias vezes, e orar muitas vezes. E de novo, e de novo. E continuar tentando convencer a pessoa a se arrepender. Até quando? Até que ele não os ouça. isto é, que diga: “não fale mais disso comigo”. Até que o irmão não os permita mais. O que os levará ao quarto passo da disciplina.

2º PASSO – A AJUDA DE UM OU DOIS IRMÃOS

Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra. (2Co 13:1b)

O primeiro passo da disciplina deveria ser suficiente para promover o arrependimento no irmão que vimos pecar, principalmente se repetirmos a abordagem várias vezes. Mas é possível que nosso irmão não demonstre nenhum arrependimento pelo pecado, nem reconheça o pecado, nem se disponha a mudar o seu comportamento.
Se o primeiro passo for infrutífero, e o irmão ou irmã não der ouvidos à abordagem prescrita anteriormente, o próximo passo é chamar uma ou duas testemunhas. Mt 18:16 diz: "Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça".

Por quê pedir ajuda? Para dar maior discernimento a quem está exortando. Ele precisa se certificar que não está fazendo tempestade em copo d´água. Ele precisa do conselho e da perspectiva de outras pessoas. Que o ajudem a entender a situação, a confirmar os fatos e procedimento abordado. Podem ajudar a discernir se houve ou não arrependimento genuíno.
Quando é a hora certa de passar do passo 1 ao passo 2? Varia muito de caso a caso. Devemos pedir a Deus discernimento e sabedoria para ver quando não há mais progresso no contato individual e está caracterizado que a parte ofensora não "quer ouvir".
O que acontece na conversação do segundo passo? Primeiramente, o ofendido volta a falar basicamente o mesmo que falou no primeiro estágio da disciplina, agora diante da(s) testemunha(s). Em segundo lugar, ofensor naturalmente irá querer falar à(s) testemunha(s), e deve fazê-lo. Em terceiro lugar, as testemunhas darão seus conselhos, e a conversa prossegue. Tudo deve ocorrer envolvido pela oração sincera que busca em Deus a solução para o problema.



ROTEIRO DO 2º PASSO
1 – No segundo passo, o SEGREDO do processo deve ser mantido. Nesta hora não é para sair contando para as testemunhas que você chamar qual o pecado e os detalhes do problema, é para chamá-los para serem testemunhas da conversa, os detalhes serão conhecidos SOMENTE SE ELES PARTICIPAREM DA CONVERSA. Só quando estiverem o ofendido, o ofensor e as testemunhas reunidas entre si é que os detalhes devem ser colocados, porque aí é justo para as duas partes.
Todo o processo se dará em conversas particulares (sem a audição de terceiros), inclusive o convite para alguém ser testemunha.

2 – Observe o número de pessoas a serem chamadas para ajudar: UMA, ou no máximo DUAS (Mt 15:16). As duas ou três desse versículo se refere à soma das testemunhas com o ofendido. Não se deve envolver um número maior de pessoas.

3 – Recomendações na hora de chamar a(s) pessoa(s) que vai ajudar no processo:
a) Chame obrigatoriamente:
- Crentes sábios, confiáveis e discretos que sejam capazes de manter segredo sobre o assunto.
- Crentes maduros, respeitados e reconhecidos como pessoas espirituais por vocês dois. Pessoas que já têm a capacidade para lidar com esse tipo de problema.
- Crentes IMPARCIAIS, e isso é essencial.
b) Chame preferencialmente:
- Membros da mesma igreja dos litigantes.
- Crentes com mais tempo de vida cristã que você e o ofensor.
- Crentes que trabalham num ministério pastoral ou de aconselhamento.

4 – As funções da(s) testemunha(s):
a) Avaliar se o primeiro passo da disciplina foi executado corretamente.
b) Avaliarem se realmente há pecado, da parte de quem, e se tem havido arrependimento do pecado.
c) Ouvir com consideração as alegações do ofensor.
d) Atuarem como pacificadores, se for um caso de ofensa pessoal. Serem moderadores da conversa, reparar as atitudes erradas de ambos.
e) Garantir o clima de cortesia, respeito e, principalmente, oração.
f) Aconselhar o procedimento a seguir, de acordo com a situação. NÃO IMPOR UMA SOLUÇÃO ESPECÍFICA, mas compartilhar princípios bíblicos. A não ser no caso em que o ofensor e o ofendido concordam em dar a eles a autoridade para dizer a eles o que fazer no caso. Se eles delegarem esta autoridade para as testemunhas, estas poderão arbitrar, e sua recomendação deverá ser seguida.

5 - O pronunciamento das testemunhas: Após ouvirem aos dois, as testemunhas participam do encaminhamento do processo de disciplina, da exortação, do aconselhamento, Não são testemunhas silentes. Mt 18:17 fala do "depoimento" delas, que também pode ser ouvido ou não pelo ofensor.
Sendo o caso, devem as testemunhas promover o arrependimento com argumentação mansa e amorosa, até mesmo com seus próprios reconhecimentos de pecado.
6 – Mudança possível de rumo. Pode acontecer que as testemunhas, uma vez ouvindo a explicação do ofensor, não concordem inteiramente com todas as alegações do ofendido. Neste caso as testemunhas devem aconselhar aos dois o procedimento a seguir, segundo cada situação específica.
7 – Reconhecendo-se o pecado, convida-se ao arrependimento. Se as testemunhas entendem que permanece o pecado, devem recomendar ao ofensor o arrependimento do pecado e a fé em Cristo para perdão dos pecados. Todos, incluindo o ofensor, devem recorrer à Bíblia para o esclarecimento da situação.
Tanto agora, como no primeiro passo, havendo arrependimento e confissão, deve-se exaltar o Senhor Jesus como o Salvador que nos providencia o perdão dos pecados. Assegurar ao ofensor que não há mancha que o sangue de Jesus não possa lavar. Convidá-lo a confiar plenamente na sua salvação.
Avaliando a disposição do ofensor em se arrepender ou não, em mudar ou não, a comissão formada pelas testemunhas e pelo ofendido devem também avisá-lo dos próximos passos da disciplina, que poderão ser tomados caso não haja mudança.
8 – Até quando? Enquanto há esperança de arrependimento, você e as testemunhas continuam. A comissão recém formada para tratar do problema deve conversar com a pessoa várias vezes, e orar várias vezes. E de novo, e de novo. E continuar tentando convencer a pessoa a se arrepender. Até quando? Até que ele não os ouça. isto é, que diga: “não fale mais disso comigo”. Até que o irmão não os permita mais. O que os levará ao terceiro passo da disciplina.

1º PASSO – AJUDANDO EM PARTICULAR

Não deixarás de repreender o teu próximo, e nele não sofrerás pecado (Lv 19:17).
Não existe crente solitário. A vida da igreja é comunitária. Os crentes vivem juntos. É necessário e essencial que mostremos uns aos outros quando estamos errando.
a) Porque muitas vezes não percebemos o pecado que cometemos;
b) Para desfazer mal-entendidos;
c) Para não deixar o indivíduo sozinho para descobrir a vontade de Deus. Na igreja ajudamos uns aos outros neste discernimento.

Mas antes de abordar alguém devemos ter em mente o seguinte:

1 - Não devemos disciplinar por falsas culpas.
Culpas falsas são aquelas que as pessoas colocam sobre nós, ou que são usadas para manipular as pessoas, ou para livrar alguém de suas próprias responsabilidades, ou ainda repassando culpas que a própria pessoa sente, ou disfarçar os verdadeiros motivos, nem sempre de forma consciente. Por ex.: “Já vai? Mas acabou de chegar! Ah... Não é justo você ir embora tão cedo!!!” (manipulação para constranger a pessoa a ficar).
Culpas verdadeiras são as culpas que temos por desobedecer à vontade de Deus. Ex. quando mentimos, roubamos, não cumprimos nossos compromissos, ou quando fazemos qualquer mal proibido na Palavra.
Examinemos cuidadosamente nossa questão, nos colocando no lugar do outro, afim de saber se realmente estamos falando de um pecado contra Deus, ou se apenas estamos julgando injustamente a pessoa, nos deixando levar pela emoção.

2 - Não disciplinemos em questões simples, superficiais ou indiferentes. O amor cobre uma multidão de pecados (1Pe 4:8). Há certas coisas que podemos deixar passar. Talvez não vá valer a pena falar com a pessoa, e a oração secreta a Deus será sempre a melhor oportunidade de colocar todos os defeitos e erros do nosso próximo.
Quanto a coisas que são duvidosas se são pecado ou não, menos ainda deveríamos incomodar os outros. São questões indiferentes, onde cabe a cada um estar seguro de sua posição (Rm 14:5).
Só devemos abordar o irmão por aquilo que for claramente e inegavelmente pecaminoso.


ROTEIRO PASSO-A-PASSO

1 – A disciplina é requerida quando a consciência é ofendida. Devia a própria pessoa corrigir-se do seus pecados, mas se não parece ser assim, e você está cônscio do pecado de alguém, esta consciência é o chamado para ajudarmos nosso irmão, nem que seja apenas pela oração. Mas devemos considerar nesse momento, em oração diante de Deus, a decisão de ir ao encontro de nosso irmão para o bem dele. Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão (Gl 6:1).

2 – Ainda que seja você o ofendido, deve procurar o irmão para reconciliação. Se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só (Mt 18:15). Certamente que o outro irmão também deveria lhe procurar, segundo Mt 5:23; no caso ideal, ambos vão se encontrar no meio do caminho.

3 - Seja amistosos, mansos, humildes em todo falar e proceder. (Gl 6:1).

4 - Renunciemos ao espírito de julgamento. Não julgueis para que não sejais julgados. Porque com a medida que julgardes sereis julgados (Mt 7:1,2). Como já dissemos, nossa posição é de médico, não de juiz.
Devemos avaliar com cuidado e abordar motivados pelo amor que se preocupa, lembrando que estamos todos no banco de réus. Que fique claro desde o início que a disciplina cristã é uma conversa de pecador para pecador.


5 – Devemos, antes de falar do pecado do irmão, começar confessando nossos próprios pecados. Por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão (Mt 7:3-5).
Se o objetivo da disciplina é conduzir nosso irmão ao arrependimento, certamente devemos fazer isso dando exemplo em nós mesmos. A confissão verbal de uma falta específica e concreta durante a conversa vai criar o ambiente propício ao arrependimento. Será a prova de que estamos indo ao encontro desarmados. É a atitude coerente para quem quer sinceramente o bem do seu irmão. E, Deus querendo, poderá ser um incentivo para a confissão do irmão a quem abordamos.

6 - Conciliação – Se ele te ouvir, ganhaste teu irmão. Ter sempre em mente que o objetivo da conversa é reconciliação, contigo, com o próximo e com Deus. Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos (Zc 4:6).

7 - Não é para falar apenas uma única vez. Enquanto há esperança de arrependimento, você continua. Significa que devemos fazer isso várias vezes, e orar várias vezes. E de novo, e de novo. E continuar tentando falar com a pessoa. Até quando? ATÉ QUE ELE NÃO NOS OUÇA. Isto é, que diga: “não fale mais disso comigo”. ATÉ QUE O IRMÃO NÃO NOS PERMITA MAIS.

A auto disciplina

A Disciplina começa conosco mesmo.

1 - Lutando contra nossos próprios pecados. Um dos aspectos do fruto do Espírito em Gl 5:23 é o domínio próprio, que significa, apropriadamente, a disciplina exercida pela própria pessoa, quer pelo estabelecimento de limites próprios, que não devem ser ultrapassados, quer na avaliação dos próprios pensamentos e atitudes que, se concretizados, prejudicariam alguém e desagradariam a Deus. Certamente o exercício coerente da autodisciplina, na vida dos membros da igreja, reduzirá a necessidade da disciplina eclesiástica.

2 – Submetendo-se à disciplina dos seus irmãos e da igreja. Não devemos justificar nossos pecados. Enquanto estivermos justificando nossos pecados, não poderemos nos arrepender, não poderemos perdoar nem sermos perdoados. Ao contrário, ao recebermos a exortação, deveríamos dizer: fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo (Sl 141:5a). E crer que melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos (Pv 27:5,6).

3 - Procurando a quem fizemos mal. Se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão (Mt 5:23,25).
Se nós fizemos mal a alguém devemos ir até ele. Quem comete o ato contra o irmão devia em primeiro lugar, buscá-lo para pedir perdão a ele. Nós temos essa necessidade, nós temos essa responsabilidade, de buscar prontamente o perdão daqueles a quem fizemos mal, antes que soframos as conseqüências, pela reclamação deles aos homens (ou a Deus).

4 - Perdoando quem nos fez mal. Tendo a disposição de se reconciliar. Dizendo a si mesmo: não vou relembrar esse incidente; não vou falar a outros sobre este incidente; não vou permitir que este incidente seja uma barreira ao nosso relacionamento. Se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também (Cl 3:13).

Introdução à Disciplina na Igreja

O QUE É A DISCIPLINA DA IGREJA:
Quando aceitamos o convite da igreja de nos tornarmos discípulos de Jesus Cristo, nos submetemos a Ele como nosso Senhor. Porém nossa obediência a Cristo nunca é perfeita em nossa vida. Precisamos da disciplina de nossa igreja (nossos irmãos) para sermos ajudados a melhor obedecer a Cristo.
A disciplina consiste basicamente numa conversação fraterna entre os crentes que vise estimular o arrependimento dos pecados cometidos. É uma confissão de que precisamos de ajuda, para a nossa santidade pessoal, para a santidade da igreja e para a glória de Deus em nós.
Entendida desta forma, a disciplina é um dos meios ordenados por Deus para a nossa santificação.

OS MOTIVOS PARA A PRÁTICA DA DISCIPLINA NA IGREJA:
1 - Para que a santidade de Deus seja honrada. Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo (Lv 19:2).
2 - Para evitar a disseminação do pecado. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?(1Co 5:6b)
3 - Porque vivemos dentro de uma aliança de irmãos. Tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele (1Co 12:25b,26a).


ALGUNS ESCLARECIMENTOS SOBRE A DISCIPLINA:

1 - Há perigos e distorções na prática da disciplina, mas isso não deve nos impedí-la de praticá-la.
A disciplina foi ordenada na Palavra, e é boa para ensinar sobre a necessidade de santificação, sobre a seriedade do pecado e sobre a possibilidade sempre presente de perdão, libertação, reconciliação e restauração. Nenhum perigo da disciplina é maior que o perigo da letargia espiritual, e da falta de santidade nos crentes. É bom receber disciplina, tal como é bom para as crianças serem disciplinadas pelos pais, para nosso crescimento e edificação. Esta deve ser desejada, não evitada por nós.

2 – A autoridade de Cristo é que ordena a disciplina e o Espírito Santo foi dado à igreja também para guiá-la nessa prática.
O conhecido texto de Mt 18:20, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles, fala primeiramente das decisões que dois ou três crentes têm que tomar em nome de Cristo no processo de disciplina, no qual, Cristo garante, Ele se faz presente.
Por outro lado, Jo 20:22,23 também diz: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos, ou seja, o envio do Espírito Santo está ligado à capacitação e autorização da igreja para que lide com os pecados das pessoas, dentro da vivência do Evangelho.

3 - A disciplina é de todos para todos: todos os crentes devem disciplinar todos os crentes.
Em Mt 18:15-20, não vemos nenhum tipo de distinção entre os membros, nem em parte alguma do Novo Testamento. A única hierarquia que temos na igreja é a hierarquia numérica: a opinião de dois ou três irmãos é mais influente que a opinião de um só irmão; e a opinião de toda a igreja é mais influente que a opinião de dois ou três irmãos. Devemos portanto evitar estruturas de igreja que impeçam isso, por uma hierarquia que torne inatingível o pastor-presidente, ou o “super-apóstolo” no topo da pirâmide, mas sim ter uma estrutura igualitária. Mesmo os pastores devem se submeter à disciplina da igreja, porque todos disciplinam a todos.

4 – A atitude do crente e da igreja na disciplina é de curar, não de julgar. A melhor comparação do trabalho de disciplina não é com o trabalho de um juiz, nem o de um policial, ou promotor, ou jurado, ou carrasco. O crente que vai disciplinar outro atua como médico. O médico não julga, apenas se oferece para ajudar. O seu coração deve estar regado de amor pelo irmão. E no processo fica bem claro para o ofensor que enquanto ele está lutando interiormente contra o pecado, estamos lutando junto com ele.

5 - O objetivo da disciplina é simplesmente o arrependimento do disciplinado. Não é julgar, nem condenar, nem punir, nem castigar ou retaliar a pessoa pelo pecado. Nenhum pecado é castigado na disciplina cristã, a não ser o pecado da falta de arrependimento. Mesmo no último caso, o da exclusão, esta não acontece por causa do pecado cometido, mesmo que seja grave, mas por causa da insistência do membro em não se arrepender do seu pecado.

6 – DEVEMOS GUARDAR SEGREDO, e estamos PROIBIDOS de falar mal de nossos irmãos[1]. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz (Tg 4:11). Nem podemos fazer qualquer crítica a respeito deles, se não tivermos falado com ele sobre o assunto ainda. A chave de todo este processo é a CONFIDÊNCIA. Nenhuma palavra falamos a respeito dos pecados e erros de nosso irmão a não ser com ele em primeiro lugar.

Só falamos com outra pessoa sobre o erro de um irmão se:
1) Já cumprimos todo o processo do 1º Passo (“entre ti e ele só”).
2) Ele demonstrou irremediável falta de arrependimento.
3) Estamos falando para chamar a pessoa a ajudar a resolver o problema (para executar o 2º Passo).

O motivo principal de estarmos proibidos de falar mal de nossos irmãos é a própria mensagem do Evangelho: quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica! (Rm 8:33). É trágico que Paulo tenha escrito este hino de vitória contra os inimigos da Igreja, e o que mais vemos é os irmãos comportando-se como se eles fossem inimigos uns dos outros. Cristo riscou a cédula que era contra nós nas Suas ordenanças... e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz (Cl 2:14). Desde então nenhuma condenação há para quem está em Cristo Jesus (Rm 8:1).
Ousaremos desmentir esta Palavra? Cristo pagou todas as dívidas ou não? Se sim, porque ainda cobramos as dívidas dos outros? Porque não sofremos, antes, o dano (1Co 6:7)? O perdão dos pecados conquistado na Cruz não deve ser considerado só de mim para Deus, mas também que, por causa do sangue de Cristo, toda a culpa dos meus irmãos também deve ser anulada, não porque ele merece, mas porque Cristo merece, e Cristo conquistou o perdão dele na Cruz. Todo mal que meus irmãos fazem também foi pago na Cruz.
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[1] Uma exceção possível seria no caso em que nosso irmão comete um crime grave digno de ser denunciado às autoridades civis, ou que está ameaçando a vida de outras pessoas.
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Grande parte deste material (sobre os cinco passos da disciplina) foi inspirado / extraído de:
Hal Wynn. O “porquê” da disciplina bíblica; O “como” da disciplina bíblica. Pregações gravadas. (28/03/2008)
Jim Adams. Conselheiro Capaz. Ed. Fiel, 1977.
Jim Eliff & Daryl Wingered. Disciplina na Igreja. Ed. Fiel, 2006.
John Driver. Contra a Corrente. Ed. Cristã Unida, 1994.
Paul Freston. Culpa e Graça. Ed. ABU, 1994.
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