Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o SENHOR, e como um martelo que esmiúça a pedra?(Jeremias 23:29)
Quer entender a Bíblia?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Por que só se pode ter relações sexuais dentro de um casamento?
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Consagremos a Deus tudo que é dEle.

Assim não devemos classificar também nossas atividades e ações no mundo como santas ou seculares, sagradas ou “mundanas”, pois Jesus não é Senhor só de algumas coisas, mas Ele é dono de todo o tempo, espaço, coisas, atos e pessoas. Fazer distinção entre o secular e o santo é dizer que haja áreas da vida em que Ele não tenha domínio.
O culto racional não é algo que só aconteça num lugar ou num dia, mas é o oferecimento de toda a nossa vida a Deus.
E isto não significa afastar-se de tudo o que é comum para gastar todo o tempo da vida orando, louvando ou meditando na Palavra, mas sim transformar tudo o que é comum na nossa vida num ato contínuo de culto, que atravessará a morte para durar pela eternidade.
Ou seja, o trabalho, o estudo, as atividades domésticas, o repouso, todos os lazeres e prazeres, a arte, o conhecimento, até o papo furado com os amigos, tudo que fazemos deve ser para glória de Deus.
Todo o “comum” da vida pode ser santificado, porque Deus se manifestou em carne, e se aproximou da humanidade em Cristo. Antes de Deus vir como homem, haviam muitas regras de separação, para distinguir entre o santo e o profano. Mas desde então, por meio da fé em Cristo, e por Sua obra, todas as coisas são puras para os puros, já que Deus nos dá abundantemente todas as coisas para delas gozarmos.
Quando o crente se isola do mundo, está contradizendo o próprio Evangelho, em que Deus estava em Cristo reconciliando-se com o mundo, não imputando-lhe os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.
O crente, por sua salvação, é livre para amar e servir a Deus e ao próximo em todas as áreas da vida, pois tudo que existe pertence ao Deus que lhe salvou. Por isso a Palavra diz: tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus.
Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.
(Sl 24:1;1Co 8:6;Rm 11:36;12:1;1Tm 3:16;Ez 44:23;Tt 1:15;1Tm 6:17;2Co 5:19;1Co 3:22,23;10:31)
Marcos Lopes (06/06/2004)
sábado, 31 de maio de 2008
Sexo
O que é sexo? Qual o objetivo do sexo? O que devo fazer relação ao sexo? E de onde eu tiro as respostas destas questões?
A primeira coisa que podemos dizer é que para Deus o sexo é uma coisa boa, pois faz parte da Criação de Deus, e de acordo com Ele mesmo, tudo que Ele criou não só é bom, mas muito bom (Gn 1:31).
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe -a a Adão.E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se -á à sua mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam. (Gn 2:18-25)
Bom para ter uma ajuda, uma companhia, um consolo, uma alegria, bom para ter alguem correspondente, para conhecermos a nós mesmos, compreender nossa identidade no reflexo do outro, bom para união, aliança, bom para ser aceito e compreendido por alguém, bom para dar de si mesmo e ser bem recebido, bom para criar com a pessoa um organismo novo no mundo. Bom para ter quem seja igual mesmo diferente, para complementar nosso ser, bom para ter alguém a quem se expor totalmente sem se envergonhar
E é uma coisa tão boa que se verificarmos a maneira como Deus fala em Sua Palavra, veremos que Ele usa a linguagem sexual muitas vezes como a imagem que mais comunica o que é conhecer a Ele. O povo de Deus é Sua esposa, e em Cristo se dá este casamento.
Portanto, eis que eu a seduzirei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o Senhor. (Os 2:14,19,20)
Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, e cresceste, e te engrandeceste, e alcançaste grande formosura; avultaram os seios, e cresceu o teu cabelo; mas estavas nua e descoberta. E, passando eu por ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a ourela do meu manto e cobri a tua nudez; e dei-te juramento e entrei em concerto contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo minha. (Ez 16:7,8)
Ao lermos estas passagens vemos que conhecer a Deus, como Ele deseja ser conhecido por Seu povo no Seu pacto, não significa apenas entendimento ou conhecimento mental de Deus. Mas o conhecimento no sentido bíblico, de intimidade, o mesmo sentido usado em: E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, (Gn 4:1); E José, (...) recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus (Mt 1:24,25).
Se juntarmos estas noções com Ef 5:22-33, onde o casamento é figura correspondente da relação do crente com Cristo, podemos chegar à conclusão (surpreendente?) de que a sexualidade é designada por Deus como uma maneira de se conhecer a Deus em Cristo mais completamente.
Deus nos criou com paixão sexual para que pudesse haver linguagem para descrever o que significa se unir a Ele em amor e o que significa trocar Ele por outras coisas. As experiências humanas de amar profundamente e de ser traído, são as mais parecidas com as experiências entre o ser humano e Deus na comunhão ou no afastamento. Por isso na Sua Palavra Deus fala nesses termos.
O outro lado também é verdadeiro: em Romanos 1:21-28 vemos que o desconhecimento de Deus leva à prática corrompida da sexualidade: Visto que eles não procuraram ter Deus em seu conhecimento, Deus os entregou a uma mente depravada para fazer o que não deve ser feito (Rm 1:28). Assim, os usos impróprios de nossas sexualidades derivam de não termos o verdadeiro conhecimento de Deus. E todos os usos impróprios de nossa sexualidade distorcem o verdadeiro conhecimento de Deus.
Estas verdades pedem uma resposta do ser humano na maneira de lidar com sua sexualidade:
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.Os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
O corpo é para dedicação a Deus, pois pertence a Ele. Nada e ninguém pode dominar o meu corpo, só Deus, pois Ele é o Senhor. Eu mesmo tenho que prestar contas de tudo o que faço com meu corpo, e tudo deve ser feito para o Senhor e para Ele ser glorificado, pois não sou de mim mesmo. Vivo para Deus e por causa de Deus. Onde não existir estas certezas pouco vão adiantar as regras de moralidade.
O corpo do crente está unido a Cristo. O corpo do crente é templo do Espírito Santo. Somos casa particular de Deus que Ele não aluga para ninguém. Tudo que somos está sob o domínio do Espírito Santo. Assim não podemos aceitar os alexandre-pires da vida dizendo: “o que o corpo faz, a alma perdoa”, nem as rita-lees dizendo: “amor é isso e sexo é aquilo”.
Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; (Jó 19:25-27).A relação sexual envolve esses corpos santos, que pertencem a Deus. Portanto tem que ocorrer de acordo com o “manual do fabricante”. Ele diz que é uma união tão íntima que o casal forma um novo corpo. São dependentes, ligados, aliançados de uma forma misteriosa e profundíssima. Então, como só podemos ter UM Deus também só podemos ser uma carne (formar um organismo) com UMA pessoa apenas. A relação sexual deve ser santa e exclusiva, tanto quanto nossa relação com Deus.
Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos impuros e aos adúlteros, Deus os julgará (Hb 13:4). Impuro é todo sexo fora do casamento. Adúltera é toda falta de exclusividade, seja em sexo, relacionamento ou mero desejo.
Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento. (1Co 7:1-6)
Nas igrejas de Corinto, tinham alguns casais que começaram a evitar ter relações sexuais, achando que com isso seriam mais “santos”. Eram esses que diziam “bom seria que o homem não tocasse em mulher” (1Co 7:1). Mas de onde tiraram esse absurdo, que o sexo no casamento seria pecado? Paulo diz que a prostituição (no sentido de qualquer sexo fora do casamento) é um perigo constante, então pelo contrário, o bom é que cada um tenha seu conjuge. Quem pode conter, contenha-se, quem não pode, case-se (1Co 7:9). E quem casou não interrompa os encontros sexuais. Quando casamos, nos comprometemos a dividir nosso corpo com o cônjuge, é proibido usar o matrimônio de forma egoísta, você entra num relacionamento para se doar, não para se negar, e isso em todas as áreas. E essa entrega é para a satisfação de ambos. O marido tem sexo com a esposa para satisfazer a ela não a si mesmo, o mesmo a esposa para o marido. Os dois realizam o ato sexual pensando no que devem dar ao outro, não no que têm o direito de receber (que diferença da visão do sexo que nos circunda, com a sua exploração e uso do outro como objeto descartável). Isto por que sabem que se pertencem mutuamente. “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu” (Ct 6:3). Por isso “acendam o fogo”, diz Paulo, sabendo que amar é dar-se, não tomar para si. Se alguma vez o casal quiser tirar um dia para só orar a Deus, poderiam não ter relações, mas até isso é uma concessão (1Co 7:6)! Ou seja, se eles quiserem fazer amor durante o tempo de oração e jejum não tem nenhum problema. O amor glorifica a Deus, porque Deus é amor (1Jo 4:8). Evitar o sexo expõe o casal a Satanás, não só na tentação de trair, mas também em motivos para ciúme, desentendimentos, acusações e vários complexos.
A visão bíblica do sexo DENTRO DO casamento é extremamente positiva e incentiva a sua total expressão:
Beije-me com os beijos da sua boca;(...) A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.(...) Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se já abre a flor, se já brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor. (Ct 1:2; 2:6; 7:12)
Veja especialmente esse trecho de Provérbios:
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. (Pv 5:18,19)
A esposa é bendita, ela merece ser abençoada por Deus por causa do seu amor. E o sexo é uma alegria que deve ser usufruída em todo o tempo, como um manancial, uma fonte de amor que não se esgote. Diz saciem-te os seus seios, ou seja, deve-se estar satisfeito com o corpo do cônjuge que Deus nos deu, e não querer beber da água da rua (Pv 5:1-17). Um dado interessante é a comparação da mulher à cerva e à gazela, “graciosa e amorosa”; é porque as fêmeas destes animais ficam assediando o macho durante a época de acasalamento, confirmando, junto com a extrovertida noiva de Cantares, que não foi uma visão bíblica do sexo que motivou a repressão feminina a qual o Cristianismo medieval e vitoriano tanto se dedicaram. Mas há uma diferença da corça para o ser humano: enquanto os animais se procuram numa época específica para a procriação, a orientação bíblica é que o desejo pelo cônjuge seja cultivado perpetuamente, o que já rompe com outro mito que chegou até nós: o do enfraquecimento da sexualidade numa idade mais avançada.
Deus, na Sua Palavra, tem muito a dizer sobre a sexualidade, esse é um assunto ainda pouco explorado no meio evangélico brasileiro, para nosso próprio prejuízo, tanto quando fazemos o que Deus não quer como quando deixamos de usufruir do que Ele preparou.
Obs.: Em diversos momentos ocorreram citações de cabeça que não puderam ser localizadas, mas que se devem aos seguintes textos:
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COURT, John H. Pornografia, uma resposta cristã. São Paulo: Vida Nova, 1992.
LA HAYE, Tim & Bervely, O ato conjugal. Venda Nova: Betânia, 1989.
MC DOWELL, Josh . As três faces do amor. São Paulo: Mundo Cristão, 1990.
_________________ . Certo ou errado?
PETERSON, Eugene. O pastor que Deus usa. Cantares. Rio de Janeiro: Textus , 2003. (pp.37-91).
TROBISCH, Walter. Casei-me com você. 4a ed. São Paulo: Loyola, 1979.
BAXTER, Richard. Os deveres mútuos dos maridos e esposas.
FÁBIO, Caio.
PORTELA, Solano.
PIPER, John. Sexo e a supremacia de Cristo.
SOUTO, Bento.
Casamento: Escolhendo a pessoa certa
Já na nossa cultura geralmente nós temos que escolher, e por mais que os palpites surjam de todos os lados pra nos confundir, por mais que possamos nos arrepender, ainda gostamos dessa liberdade. Mas quem deveria ser escolhido? Alguém parecido ou alguém diferente? Os opostos se atraem, ou se repelem? Muitos dizem que o amor supera toda e qualquer diferença, mas na prática nem sempre é assim. Isto porque há áreas em que as diferenças não influem quase nada, e há outras em que elas pesam muito. Podemos tentar classificá-las?
Primeiro, as áreas em que é até bom serem um pouco diferentes. Uma delas é o temperamento: se o moço é “esquentado” e a moça também, sai debaixo! O descontrole dos dois vai se somar e o tempo vai estar sempre nublado. E se os dois forem muito parados? Ou muito relaxados? Ou gostam de aparecer? Ou querem sempre resolver? É bom que nessa área haja uma certa complementariedade, com o casal equilibrando os extremos de cada um. O que um tiver demais o outro pode amenizar. O que um tiver de falta o outro pode completar. O casal que consegue ser um o complemento do outro tem uma grande vantagem na luta por uma boa relação.
Segundo, as áreas em que não faz a mínima diferença serem diferentes. Ou pelo menos no plano ideal, não deveria fazer, como na aparência, forma do corpo, cor da pele, tipo de cabelo, etc. Também aqueles gostos e costumes que não interferem na vida do outro.
Terceiro, áreas em que as diferenças aparecem mas com boa vontade são contornadas. São as questões de estética, vestuário, estilo musical, posição política, time, dedicação a atividades físicas, tipo de lazer preferido... Claro que se um odeia o que o outro ama é que o caso vai incomodar mais. Também diferenças culturais, de origem, de criação e escolaridade podem se colocadas aqui. Para minimizar esse tipo de diferença, uma das possibilidades é casar-se com alguém que foi criado no mesmo bairro que você, as diferenças vão ser bem menores. Se é alguém que você conhece desde a infância, melhor ainda.
Quarto, as áreas em que as diferenças podem incomodar e atrapalhar a relação. São as questões de escolha, de rumo da vida. Planos para o futuro que desconsiderem o companheiro(a). O conflito de quanto tempo vai ser dedicado ao trabalho e à casa. Também se um dos dois gosta de sair todo o final de semana e o outro é mais caseiro. Modo de administrar o dinheiro, diferenças de nacionalidade, em que o casal vem de povos e línguas diferentes. Um contraste muito forte entre dependência e independência, experiência e inexperiência. Diferença grande de idades.
Quinto, as áreas em que as diferenças pesam muito e o casal provavelmente terá que lutar para a relação dar certo. São as áreas dos valores de vida e da ética. Nessas áreas uma diferença constrastante pode prejudicar muito a relação. Um homem começa a aplicar pequenos golpes e sua esposa tem horror a isso pois sempre fez questão de ser honesta em todas as coisas. Ou então o casal que tem religiões diferentes. Durante muito tempo eles se respeitam e evitam discutir. Mas quando chegam os filhos, o que fazer? Eles vão ser criados como, qual visão de mundo será passada?
É bom avaliar todos esses fatores, fazer a conta do preço e ver se vale a pena pagá-lo. Claro que para uma melhor avaliação é preciso entrar num relacionamento de namoro. Mas pensar nessas coisas antes não faz mal a ninguém. Talvez desenvolver um “pré-namoro”, em que os dois apenas conversam durante algumas semanas ou meses seja uma atitude boa antes de começar.
A Palavra de Deus orienta que o crente é livre para casar com quem ele quiser, contanto que seja no Senhor, ou seja, alguém que também tenha a Jesus como Senhor de sua vida (1Co 7:39). Isto porque Deus se importa com os nossos critérios de casamento, Ele quer que haja na terra uma semente de piedosos (Ml 2:15). É bom reparar que a escolha do cônjuge hoje afeta a vida das gerações futuras. A passagem de Gn 6:2,5,11 é sugestiva:
vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram. (...) Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; (...) A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.
Aqui a mudança de critério na escolha das esposas é colocada como um dos degraus da corrupção humana que levou ao Dilúvio.
Um dia, filhos de Deus (povo de Deus) resolveram não mais escolher as “filhas de Deus”, mas as filhas dos homens (incrédulos) por causa da beleza delas, esta era a motivação do casamento. O que isto tem algo a ver com a maldade e violência nas gerações seguintes?
A partir do momento que se invertem os valores, que não importa qual a fé, a piedade, a moralidade da mulher que vai criar os meus filhos, mas sim que ela tenha um corpo bonito para minha satisfação, como algo para ser usado e/ou exibido aos outros (como o rei Assuero fez com Vasti - Es 1:10,11); a partir desse atitude o próprio ser humano vai sendo desvalorizado, coisificado.
Ora, lidar com coisas é muito simples: as úteis, usamos, as inúteis, eliminamos. Deste momento em diante, puxar a espada se torna mais fácil, e a violência gera um ciclo de ódio que a multiplica. Desvalorizar um só ser humano é desvalorizar toda a humanidade. Por outro lado, a humanidade toda ganha quando um só ser humano é valorizado por aquilo que ele tem de melhor, o fato de ser uma imagem (representação/representante) de Deus no mundo (Gn 1:26,27).
Como critérios bíblicos, além do senhorio de Jesus, podemos citar um caráter de acordo com a Palavra de Deus como algo muito desejável na pessoa com quem vamos nos unir. Podemos citar passagens como Pv 11:22; 12:4; 21:19; 31:10-12,13b,20,25-27,30 que apesar de falarem das mulheres (foram escritas por homens) certamente valem também para os homens:
Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição;
A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos;
Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda;
Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. de bom grado trabalha com as mãos. Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.
Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça. Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.
O mais importante é a pessoa ter o temor do Senhor, pois isto que lhe contém o pecado, o faz arrepender-se, e tentar sempre melhorar, primeiro por causa de Deus, depois por causa do cônjuge.
Além disso:
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 1:7) e
Com a sabedoria edifica-se a casa (Pv 24:3)
Assim:
Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai -a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações. (1Pe 3:7)
Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor! (Sl 128:1-4)
OUTROS CONSELHOS QUE PODEM SER DADOS:
Observar a relação da pessoa com seus pais. Muitas vezes o conjuge trata o outro do jeito que tratava eles, e outras vezes, espera do outro o que esperava dos pais.
É bom isso? É certo? Talvez não, mas acontece de forma tão inconsciente que é difícil evitar. Por isso prepare-se.
Por falar em pais, é muito bom se eles aprovarem, se isso for possível já é meio caminho andado. E os amigos de cada um? São grupos totalmente incompatíveis? Você se sente bem com os amigos dele(a) e vice-versa? Claro que se o casal já tinha amigos em comum isso fica mais fácil.
Lembre-se que a gente não se une à pessoa sozinha, nós também nos unimos com a família e amigos dela e vice-versa (para mal ou para bem). Geralmente não é bom fazer a pessoa abandonar seus amigos por causa de você nem você fazer isso por causa dela.
Escolha uma pessoa que você goste muito. Que goste mesmo de conviver, e conversar, com a qual o tempo passa e vocês nem sentem o relógio. Não precisa ser uma pessoa por quem você sente uma paixão enlouquecedora agora, mas principalmente, alguém que possa ser o seu melhor amigo para o resto da vida.
Alguém por quem você daria vida, alguém a quem você pode se dedicar completamente. Alguém de quem você possa aturar os defeitos. Alguém em quem você confia para ajudar a criar os seus filhos. Alguém que tenha qualidades que você quer que seus filhos tenham. Alguém em quem você pode confiar e colocar a mão no fogo por ele.
Por último, antes de ficar procurando alguém que seja a pessoa ideal para você, procure você ser a pessoa ideal para alguém. Tente ser a pessoa que qualquer um(a) gostaria de ter como namorado(a), e com certeza “aquela pessoa” aparecerá na sua vida.

