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domingo, 21 de outubro de 2012

Como se prega o Evangelho

Evangelista aponta o caminho a Cristão - Cena do livro O Peregrino, de John Bunyam.



Como se prega o Evangelho? 

Depende da pessoa pra quem você vai pregar. A pessoa está endurecida ou quebrantada?

Quase todas as pessoas deste mundo, incluindo os que se dizem crentes, estão endurecidas no seu pecado e condenação, considerando-se boas pessoas, mas condenadas ao inferno, porque nunca nasceram de novo.
Então para o endurecido a gente começa dizendo da Santidade de Deus, depois da Lei de Deus, do pecado de todos nós, do Juízo e da condenação que nos aguarda. E volta a dizer da Santidade de Deus, Lei de Deus, Pecado – Perdição – Juízo – Condenação. Depois de terminar de dizer, volta os mesmo assuntos, citando novos versículos e assim vai.
Até o momento em que a pessoa comece a dar sinais de arrependimento, aí que começamos a falar de  Cristo, Sua vida perfeita, Sua morte expiatória, Sua Ressurreição, Seu Reino, Sua Volta, a nossa devida fé e busca e entrega e obediência. Depois de terminar de dizer, volta os mesmo assuntos, citando novos versículos e assim vai.
Até o momento em que a pessoa comece a dar sinais de confiança em Cristo e certeza de salvação. Aí já podemos começar a encaminhá-lo para a comunidade cristã como irmão. Mas devemos avisá-lo, e isso é essencial, que o verdadeiro salvo irá ter um arrependimento contínuo e crescente até o fim da vida, e uma fé contínua e crescente até o fim da vida. Porque se ele retroceder, estará dando sinal de que provavelmente nunca foi salvo de verdade. “Se ele retroceder”, disse Deus, “a minha alma não tem prazer nele”.

1) Primeiro, prega-se Santidade de Deus – Lei – Pecado – Perdição – Juízo – Condenação, até que a pessoa comece a se arrepender.

2) Só então, prega-se Graça – Misericórdia - Cristo - Sua Vida Perfeita – Morte Expiatória – Ressurreição – Reino – Volta – Nossa Fé – Busca - Entrega – Obediência, até que a pessoa comece a crer, confiar e descansar em Cristo.

Se a pessoa já está quebrantada e arrependida podemos falar de Cristo, resumindo menos a questão do pecado e condenação e enfatizando mais a graça e misericórdia de Deus. Igualmente, se a pessoa ainda está endurecida, e nosso tempo está se esgotando, não vamos por isso deixar de falar da Graça de Cristo e da fé que nos justifica, mas é importante dar bem mais ênfase ao pecado e condenação. Resumindo: devemos desesperar os incrédulos ao ponto do arrependimento, para então conduzir os arrependidos ao ponto da confiança. E nunca, NUNCA prometer salvação no Céu para quem não se arrepende dos seus pecados.
A duração desse processo pode variar muito, podem ser muitos anos, ou meia hora, mas dificilmente será em poucos minutos. Não será instantâneo, não será só uma oraçãozinha repetida, não será simples. Pois será uma luta contra a carne, o mundo e Satanás. Mas maior é o que está em nós do que o que está no mundo.
Mas o que se costuma fazer? Fala-se uma frase rapidinha sobre pecado, outra frase rapidinha sobre a obra de Cristo, e gasta-se o resto do tempo falando das vantagens e felicidades de ser de Cristo. E aí a pessoa aceita Cristo por causa das vantagens que Cristo pode dar, tipo felicidade, alegria, paz, realização, e não para escapar da ira de Deus, que está prestes a ser derramada contra os seus pecados.
É como se a pessoa dissesse:
“Deus me ama? Que coincidência, eu também me amo!
Deus tem um plano maravilhoso para minha vida? Que coincidência, eu também tenho um plano maravilhoso para minha vida.
Se eu aceitar Jesus vou ter paz e alegria? Então é claro que eu aceito Jesus, aliás, eu sempre aceito tudo que me der paz e alegria, inclusive os meus pecados me dão muita paz e alegria”(1).
A pessoa ainda tem a própria felicidade como ídolo e centro da sua vida, mas se diz cristã por causa de um evangelismo que não quebranta o endurecido, mas acalenta o nosso endurecimento no egoísmo e exalta a nossa auto-estima, fazendo de Jesus um escravo da nossa felicidade.
Aí se prega um Cristo salvador dos problemas e justificador dos pecados, não o Cristo salvador dos pecados e aumentador dos problemas. 

Sim, CRISTO, O AUMENTADOR DOS PROBLEMAS, pois quando alguém se converte de verdade os problemas aumentam, você passa a estar em guerra, em luta atroz, até o fim da vida, contra o pecado, a carne, o mundo e Satanás. Você será perseguido, odiado e rejeitado, até pelos parentes, até pelos que se dizem crentes. Sofrerá necessidades e tribulação, mas quem crê verdadeiramente sabe que vale a pena, Cristo é uma pérola que vale todas as nossas posses.
Isto deve ser dito aos ímpios, antes deles dizerem que aceitam a Jesus, para que calculem o preço, como Jesus mandou. O preço de negar a si mesmo, tomar cada dia a sua cruz e seguir Jesus até a morte.
Era assim que Jesus fazia, evangelizava com um padrão tão alto, que o convertido já podia começar a trabalhar imediatamente no Reino, como a mulher samaritana. Era assim que a igreja evangelizava no Novo Testamento, um padrão tão alto, que já podia batizar a pessoa no dia da sua conversão. Isso foi dito a Paulo, no dia da sua conversão, que sofreria pelo nome de Cristo. No dia da conversão de Pedro, João, Tiago e André estes tiveram que perder tudo que tinham.
Isto é o que foi oferecido ao jovem rico, porém ele foi embora triste, e muitos que hoje são membros de igreja não-convertidos também não estariam nela, enganando a si mesmos e aos outros, atrapalhando o trabalho do Reino com intrigas, divisões, carnalidades e mundanismos, se tivesse sido dito a eles o real preço de ser cristão.



Marcos Lopes - 24/07/2010

(1) Paul Washer. Citação de memória.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Doutrina Bíblica da Oração - Atos dos Apóstolos



Décima Lição – 02 de setembro – Perseveravam nas orações.

a) At 2:41-47 – O porquê perseverar na oração.
A oração coletiva da igreja deve fazer parte do respirar desta. Ela é o sinal de vida do corpo de Cristo no mundo. Aqueles crentes, reunidos pela primeira vez sob a plenitude do poder espiritual da Nova Aliança, “mantiveram-se perto das ordenanças santas e [por isso] abundaram em piedade e devoção; porque o cristianismo, uma vez que se admite em seu poder, dispõe a alma à comunhão com Deus em todas essas formas estabelecidas para que nos encontremos com Ele, e em que tem prometido reunir-se conosco”[1].


b) At 4:32-37 – A obtenção da abundante graça
Crer em conjunto impele para orar em conjunto[2]. Poucas coisas medem tão bem a união da Igreja quanto a sua unidade na oração. Esta levará à gradual concordância nas demais coisas. O fato deles ‘unânimes [levantarem] a voz a Deus’ (At 4:24), está intimamente ligado à conseqüência de ser “um o coração e a alma da multidão dos que criam” (At 4:32). Nessa intenção, Paulo também orou: “Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. (Rm 15:5,6)”


c) At 6:1-7 – Um gesto e uma atitude
Os apóstolos decidiram delegar a função de distribuir alimentos para outros crentes, pois sentiam que precisavam se dedicar à oração e ao ministério da palavra (At 6:4). “Deveríamos ouvir de forma nova o que os apóstolos expressam com tanta clareza e determinação. Em primeiro lugar citam a necessidade da oração! (...) Será que a flagrante impotência de nossa igreja não tem como raiz o fato de que nossos ministros não conseguem mais “perseverar na oração” por causa de tantas sobrecargas?”[3]


d) At 10:9-23 – A disciplina para orar
Pedro é hóspede na casa dos seus irmãos, mas ainda assim precisa separar um tempo a sós para passar aquela manhã em oração (At 10:9). Certamente, fazia isso para preservar um costume que já tinha desenvolvido, tal como Daniel, que tinha os seus três horários de oração no dia (Dn 6:10), e o salmista que tinha sete horários (Sl 119:164), e Davi, que se apresentava a Deus a cada manhã (Sl 5:3). É melhor desenvolver uma disciplina tal como esta, do que deixarmos a oração apenas para os momentos em que sentirmos vontade, pois assim seremos induzidos a manter acesa a chama da oração, ainda que em fraqueza espiritual, e poderemos começar a obedecer a ordem: orai sem cessar (1Ts 5:17).


e) At 13:1-3 – Uma oração proativa
A igreja de Antioquia ouviu a voz do Espírito Santo chamando os seus missionários enquanto estava cultuando a Deus com jejuns. Mais jejuns e orações se seguiram para consagrar Paulo e Barnabé e enviá-los ao campo. Nisto vemos uma igreja que, ao buscar a Deus com afinco, recebe dEle as orientações que precisa. O jejum aparece tanto como prática normal daquela igreja, quanto no momento especial de envio dos missionários. Assim, a prática da consagração para um melhor discernimento espiritual é enfatizada, principalmente no tocante à solene missão de preparar ministros para a obra, pois igreja, ao mesmo tempo que tem o dever de enviar pregadores (Rm 10:15) deve fazê-lo sem impor precipitadamente as mãos a ninguém (1Tm 5:22).


f) At 15:6-11 – Recebendo o Espírito Santo de Deus
Durante o testemunho de Pedro, temos a maravilhosa descrição de como Deus salva pessoas de qualquer povo pela graça do Senhor Jesus Cristo (At 15:11), quando purifica os seus corações pela fé e lheso Seu Espírito Santo (At 15:9,10). Em nossos dias a doutrina da presença do Espírito Santo no crente se encontra nublada, por uma ênfase exagerada nas obras de sinais e maravilhas que o Espírito Santo opera, ênfase esta que faz muitos duvidarem da presença do Espírito Santo em si, se não obtiverem experiências extraordinárias. Devemos reequilibrar essa doutrina reconhecendo que em todo crente que foi salvo pela graça de Cristo, e teve seu coração purificado pela fé, o Espírito Santo já habita, pois ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo (1Co 12:3). E nós, sendo maus, sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Lc 11:13). Assim, podemos confiar que Deus realmente já deu o Espírito Santo àqueles que obedecem a Jesus Cristo (At 5:32), pois a pessoa recebe o Espírito Santo no mesmo dia em que crê em Cristo (Ef  1:13), sendo assim incluído no corpo dos salvos (1Co 12:13).


PRIMEIRA IGREJA BATISTA DA FAZENDA BOTAFOGO
ESCOLA BÍBLICA – 3TRI2012 - DOUTRINA BÍBLICA DA ORAÇÃO – AULA COMPLEMENTAR MENSAL






Undécima Lição – 09 de setembro – Ao nome de Jesus se dobre todo joelho.

a) Lc 18:9-14 – A oração de confissão
“A oração do publicano estava cheia de humildade e de arrependimento pelo pecado, e desejo de Deus. Sua oração foi breve, mas com um objetivo: Deus, sê propício a mim, pecador. Bendito seja Deus, que temos registrada esta oração curta como oração respondida; e que temos a certeza de que aquele que a disse voltou justificado para casa; assim será conosco se orarmos como ele por meio de Jesus Cristo. Reconheceu-se pecador por natureza e costume, culpável diante de Deus. Não dependia de nada senão da misericórdia de Deus, somente nela confiava. É glória para Deus resistir ao soberbo e dar graça ao humilde. A justificação é de Deus em Cristo; portanto, o que se condena a si mesmo, não o que se justifica a si mesmo, é justificado ante Deus.”[4]

b) Lc 20:45-47 – A oração vaidosa ou de ostentação
“Os escribas receberam o juízo mais severo por enganar as viúvas pobres e por abusar da religião, em particular da oração, que usavam como pretexto para executar planos ímpios e mundanos. A piedade fingida é duplo pecado, então, roguemos a Deus que nos impeça o orgulho, a ambição, a cobiça e toda coisa má; e que nos ensine a buscar essa honra que somente vem dEle.”[5]

c) Ef 6:10-20 – A oração no Espírito
“A oração deve assegurar todas as outras partes de nossa armadura cristã. (...) Devemos usar pensamentos santos em nossa vida diária. O coração vão também será vão para orar. Devemos orar com toda classe de oração, pública, privada e secreta; social e solitária; solene e espontânea; com todas as partes da oração: confissão de pecado, petição de misericórdia e ação de graças pelos favores recebidos. E devemos fazê-lo pela graça de Deus Espírito Santo, dependendo de seu ensino e conforme com ele. (...) Devemos orar não só por nós, senão por todos os santos. Nossos inimigos são fortes e nós não temos força, mas nosso Redentor é todo-poderoso, e no poder de sua força podemos vencer. (...) Pensemos nessas coisas e continuemos orando com paciência.”[6]

d) Cl 1:9-20 – A oração de intercessão
“O que um apóstolo pede em favor de uma igreja? Que seja preservada de pressões, aflição e sofrimento? Nada disso aparece aqui. Paulo sabe que segundo Deus a trajetória de uma igreja de Jesus necessariamente passa por muitas tribulações (At 14.22; 1Ts 3.4). Contudo o apóstolo está preocupado com que a jovem igreja em Colossos não fique parada naquilo que ela já possui e é agora. (...) Deus tem muito mais coisas e coisas muito maiores! Paulo não conhece a auto-satisfação prematura e a falsa modéstia, que tão facilmente nos levam a nos contentar com inícios precários. (...) Deus tem para nós a plenitude, por isso Paulo também busca confiantemente essa plenitude para Colossos: “plenos de conhecimento” – “toda sabedoria” – “todo conhecimento” – “inteiro agrado” – “toda boa obra” – “todo poder” – esse é o modo “perfeccionista” com que Paulo ora! E sem sombra de dúvida ele leva essas preces a sério.  Porque assim como o evangelho é vivo, “frutificando” e “crescendo” (v. 6), assim também a igreja gerada por ele é um organismo vivo que não pode ficar parado, que não deve vegetar precariamente, mas ser capaz de “frutificar” e “crescer”.”[7]


e) 1Ts 3:1-3 – A oração de consolo
Paulo espera que ninguém se comova por estas tribulações, porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados (1Ts 3:3),  explicação esta que chama a atenção para um ponto negligenciando na nossa doutrina cristã, e que por conta disso, nos costuma deixar despreparado. É a verdade bíblica de que a todos os crentes estão ordenadas tribulações. Reparemos como a Palavra diz com certeza: no mundo tereis aflições (Jo 16:33), por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus (At 14:22), se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós (Jo 15:20). “Os apóstolos, longe de bajular a gente com a expectativa de prosperidade mundana na religião, lhes diziam claramente que deviam contar com os problemas da carne. Aqui seguiam o exemplo de seu grande Mestre, o Autor de nossa fé. os cristãos corriam perigo e era preciso adverti-los; assim seriam melhor resguardados para não ser comovidos com algumas artimanhas do tentador.”[8] No contexto, percebemos como o apóstolo se importava intensamente que a fé daqueles crentes não enfraquecesse, portanto diz: agora vivemos, se estais firmes no Senhor (1Ts 3:8). De um coração assim cuidadoso pelos seus irmãos, fluirão orações intensas, com todo o sentimento de expectativa pela resposta de Deus. Neste nível de comunhão, o bem de meu irmão é o meu bem; sua alegria, a minha alegria; sua vitória, a minha vitória; sua fé, a minha fé; sua vida, a minha vida.

PRIMEIRA IGREJA BATISTA DA FAZENDA BOTAFOGO
ESCOLA BÍBLICA – 3TRI2012 - DOUTRINA BÍBLICA DA ORAÇÃO – AULA COMPLEMENTAR MENSAL



[1] HENRY, M. Comentário Bíblico do NT.
[2]DE BOOR, W. Comentário Bíblico Esperança. Livro de Atos.
[3] DE BOOR, W. Comentário Bíblico Esperança. Livro de Atos.
[4] HENRY, Mathew. Comentário Bíblico do NT.
[5] Idem.
[6] Idem.
[7] DE BOOR, W. Comentário Bíblico Esperança. Carta aos Colossenses.
[8] HENRY, Mathew. Comentário Bíblico do NT.

sábado, 18 de agosto de 2012

‘A MINHA BOCA FALARÁ O LOUVOR DO SENHOR’ (Sl 145:21) - A centralidade do livro de Salmos para a nossa devoção.



(...) a maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por Sua própria vontade revelada, para que Deus não seja adorado de acordo com as imaginações e invenções humanas, nem com as sugestões de Satanás, nem por meio de qualquer representação visível ou qualquer outro modo não descrito nas Sagradas Escrituras.
                (Confissão de Fé Batista de 1689).

                Dentro da Escritura Sagrada, os salmos bíblicos têm o aspecto peculiar de serem uma palavra de Deus para Deus. Isto porque o próprio Espírito de Deus foi quem levou os autores inspirados a falarem com Deus daquela forma. Assim, eles são orações e louvores inspirados, e por isso mesmo, constituem um modelo indispensável para nossas orações e louvores, afim de que oremos e louvemos conforme a vontade de Deus.
                Pelo fato dos salmos trazerem a inspirada reação diante de Deus a cada situação possível na vida humana, devemos não só lê-los, mas realmente orá-los, sentí-los, vivenciá-los, e nos identificarmos com eles. Com eles aprendemos a orar, louvar, viver e crer para a glória de Deus. Eles são nossa escola de oração, louvor, vida e fé.
                Enquanto escola de oração os salmos dão forma à nossa oração. Eles são a provisão de Deus para aprendermos a orar biblicamente. Onde nos faltam as palavras, os salmos nos suprem, e como não sabemos orar como convém, os salmos oram por nós. É essencial que leiamos os salmos diariamente, para encher nossa mente de uma devoção realmente espiritual, isto é, vinda do Espírito Santo que inspirou os Salmos. À medida que diariamente os leiamos e os decoremos, nossas próprias orações serão enriquecidas, e nos veremos pouco a pouco preferindo falar com Deus por meio das palavras de Deus, do que usar nossas palavras humanas.
                Enquanto escola de louvor, os salmos dizem claramente como louvar a Deus por Quem Ele é e pelo que Ele faz. O salmista geralmente está falando de Deus ou falando com Deus. Assim também deveriam ser todos os nossos louvores. Se Deus não está no centro, não é o alvo, não é o assunto, não é o destinatário do que falamos, não estamos louvando biblicamente. Precisamos sempre dos salmos para nos moldarem e nos prevenirem de nossa pecaminosa tendência de fazer de nós mesmos o centro do culto, ocupando o lugar de Deus. Ao louvar com os salmos, nos aproximamos de Deus com as palavras que Ele providenciou, e assim podemos ter mais confiança de estar prestando um louvor agradável a Ele.
                Enquanto escola de vida, os salmos são o espelho da alma humana e da condição humana neste mundo de Deus. A coleção dos 150 salmos menciona todas as emoções e situações possíveis, e como elas foram vividas pelos salmistas diante de Deus. O que esperar, o que orar, o que fazer em cada situação, para a glória de Deus? Nos salmos temos modelos não só de devoção, mas de atitudes, tomadas diante de Deus, para não nos deixar sem direção quando passarmos por situações semelhantes. É uma grande bênção de Deus quando o texto do salmo coincide com alguma situação que estamos passando, e nos sentimos representados pela Palavra e identificados com a Palavra, sendo assim orientados por ela.
                Enquanto escola de fé, os salmos são pródigos em nos ensinar quem Deus é, como se arrepender dos pecados e como confiar no Senhor; além de falarem do nosso Salvador e da nossa salvação. Os salmos têm instruções de santificação, de obediência e de justiça, que, por serem colocadas num contexto de intimidade com Deus, exprimem desejos santos e emoções espirituais, sendo por isso um instrumento eficaz para que o Espírito Santo opere em nós essas mesmas realidades de regeneração, arrependimento, fé e santificação; que aparecem no contexto da oração dos salmistas, os quais foram verdadeiramente pessoas regeneradas, arrependidas, confiantes e santificadas.       


SUGESTÃO DE LEITURA MENSAL DOS SALMOS
(capítulos a cada dia)

Salmos
1
Sl 1-8
11
Sl 59-64
21
Sl 105-106
2
Sl 9-16
12
Sl 65-68
22
Sl 107-112
3
Sl 17-20
13
Sl 69-72
23
Sl 113-118
4
Sl 21-26
14
Sl 73-77
24
Sl 119:1-88 
5
Sl 27-32
15
Sl 78-79
25
Sl 119:89-176 
6
Sl 33-36
16
Sl 80-85
26
Sl 120-134
7
Sl 37-41
17
Sl 86-89
27
Sl 135-138
8
Sl 42-48
18
Sl 90-94
28
Sl 139-141
9
Sl 49-51
19
Sl 95-101
29
Sl 142-145
10
Sl 52-58
20
Sl 102-104
30
Sl 146-150


"Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao SENHOR com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram."  (II Crônicas 29 : 30)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Não aniquilo a Graça de Deus - Resumo de Gálatas 1-2


Gl 1:1-5
Às igrejas da Galácia, Paulo começa dizendo que não é um apóstolo chamado pelos homens, não trabalha pelos homens, nem prega mensagem vinda dos homens (ao contrário dos seus opositores: Gl 1:10,11; 2:12; 6:12), mas da parte de Jesus Cristo e de Deus Pai (Gl 1:1), da parte dos Quais vem a Graça e a Paz (Gl 1:3), e de Deus Pai a ressurreição de Cristo (Gl 1:1) a entrega de Cristo por nossos pecados, e o livramento deste século mau (Gl 1:4), a Quem deve ser tributada glória para sempre (Gl 1:5, ao contrário dos seus opositores, cujo ‘evangelho’ proporcionaria glória para eles: Gl 6:13,14).
“Cristo se deu por nossos pecados (Gl 1:4), para fazer expiação por nós; isto exigia a justiça de Deus e a isso se submeteu livremente. Aqui deve observar-se a infinita grandeza do preço pago, e então será evidente que o poder do pecado é tão grande que não podia ser eliminado de nenhum modo, salvo que o Filho de Deus fosse entregue em resgate. O que considerar bem estas coisas, entenderá que o pecado é o mais horrível que possa expressar-se, o qual deveria comover-nos e, sem dúvida, espantar-nos.” (MH)

Gl 1:6-12
Mas os gálatas, de forma chocante, rejeitaram o chamado de Deus Pai para a Graça de Cristo, para aceitarem outro evangelho (Gl 1:6). O qual não é evangelho de verdade, mas obra de homens que os inquietavam e queriam transtornar o evangelho de Cristo (Gl 1:7). Ninguém pode anunciar outro evangelho, nem Paulo, nem os seus companheiros, nem os anjos do céu. Quem fizer isso é maldito, e Paulo repete isso duas vezes: É MALDITO QUEM ANUNCIA OUTRO EVANGELHO! (Gl 1:8,9). A mensagem de salvação não pode ir além daquela que já tinha sido pregada pelos apóstolos (Gl 1:8,9), nada pode ser acrescentado, QUEM ACRESCENTA ALGO AO EVANGELHO É MALDITO (1Co 4:6; 1Pe 4:11; Ap 22:18; Jd 3). Quem aceita ‘novidade’ está aceitando maldição (Ef 4:14).
Paulo dá em si exemplo de não se trabalhar para os homens, nem se preocupar em agradar aos homens e aceitar os ensinos que são segundo os homens, mas persuadir os homens para Deus e não Deus para os homens (Gl 1:10), isto é trazer os homens à vontade de Deus e não o contrário. Quem agrada a Deus e é servo de Cristo não vai procurar agradar os homens, e mesmo que quisesse, nem vai agradar mesmo (Gl 1:10; ver Jo 15:18-21)! O conhecimento do evangelho verdadeiro não vem do ensino ou do aprendizado dos homens, mas vem por uma revelação de Jesus Cristo (Gl 1:12,16 – ver 2Co 3:14-16; 2Co 4:3-6; At 16:13-15).

Gl 1:13-19
Os gálatas estavam aderindo a práticas judaístas, mas Paulo agora lhes diz o que o judaísmo lhe trouxe. Por causa do judaísmo Paulo perseguiu a igreja e a assolava, era extremamente zeloso das suas tradições (Gl 1:13,14). Mas o que fez a diferença para Paulo não foi isso, e sim a obra de Deus em sua vida, ao Qual aprouve chamá-lo pela Graça, pois desde o ventre da sua mãe já o tinha separado, e revelar Cristo nele para que o pregasse entre os gentios (Gl 1:15,16). Assim Paulo não foi pedir comissionamento dos homens, depois desse chamado pela Graça, revelação de Cristo e comissionamento para pregar vindos de Deus. Nem foi à Jerusalém, aos apóstolos, só três anos depois, e durante quinze dias, e viu Pedro e Tiago.

Gl 1:20-24
Paulo diz diante de Deus que não está mentindo, foi para a Arábia, Damasco, Síria e Cilícia (começou a pregar assim que Deus o converteu: At 9:17-21, já sendo perseguido por esse evangelho: At 9:23-25). As igrejas não o conheciam, mas o que falavam dele era: ‘este que nos perseguia agora anuncia a fé que antes tentava destruir’. E Deus era glorificado por eles, por causa disso. Assim Paulo está evidenciando que com ele desde o começo o Evangelho foi um chamado pela Graça, vindo da parte de Deus, e isso lhe foi revelado, não foi aprendido por tradição dos homens. A prova disso é que ele estava pregando exatamente a mesma mensagem das igrejas, sem ter sido membro delas anteriormente.
Ai de quem só conhece o evangelho por tradição, e nunca teve uma experiência espiritual da revelação de Cristo como o Salvador que se deu a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos livrar do século mau! Ai de quem nunca foi chamado por Deus, mas segue as tradições dos homens sem entender nada! Ai de quem nunca teve um encontro pessoal com Cristo, portanto nada sabe da Graça e do Evangelho por experiência própria! Pois somente repetir uma tradição ou aprender uma doutrina não salva ninguém, sem a operação sobrenatural de Deus em nosso coração revelando Cristo como o nosso Salvador e nos testificando que somos filhos de Deus (Mt 16:16,17; Jo 6:65-69; Rm 8:14-16)!

Gl 2:1-5
“Enquanto dependamos claramente de Deus para o êxito em nossas tarefas, devemos usar a cautela necessária para eliminar erros, e contra os opositores. Há coisas que podem ser cumpridas licitamente, porém quando não podem ser feitas sem trair a verdade, devem rejeitar-se. Não devemos dar espaço a nenhuma conduta pela qual seja rejeitada a verdade do evangelho.” (MH)

Gl 2:6-13
Os apóstolos mesmos não fizeram nenhuma exigência a mais para os gentios convertidos, mas reconheceram o ministério de Paulo, e o enviaram em paz. O único problema foi uma fraqueza de Pedro:
“Apesar do caráter de Pedro, quando Paulo o viu agindo como para estragar a verdade do evangelho e a paz da igreja, não teve temor de repreendê-lo. quando viu que Pedro e os outros não viviam conforme com o princípio que ensina o evangelho, e que eles professavam, a saber, que pela morte de Cristo fora derrubado o muro divisório entre judeu e gentio, e a observância da lei de Moisés deixava de ter vigência; como a ofensa de Pedro era pública, ele o repreendeu publicamente. Existe uma enorme diferença entre a prudência de são Paulo, que sustentou, e usou durante um tempo, as cerimônias da lei como não pecaminosas, e a conduta tímida de são Pedro que, por afastar-se dos gentios, levou a outros a pensarem que estas cerimônias eram necessárias.” (MH)

Gl 2:14-21
“Para que acreditamos em Cristo? Não foi para que fossemos justificados pela fé em Cristo? De ser assim, não é néscio voltar à lei, e esperar ser justificados pelo mérito de obras morais, dos sacrifícios ou das cerimônias? (...) Mas o efeito não era uma vida descuidada e ilícita. Era necessário que ele pudesse viver para Deus e dedicado a ele por meio dos motivos e da graça do evangelho. Não é objeção nova, porém é sumamente injusto que a doutrina da justificação pela só fé tenda a estimular a gente a pecar. Não é assim, porque aproveitar-se da livre graça, ou de sua doutrina, é viver em pecado, é tratar de fazer de Cristo ministro do pecado, idéia que deveria estremecer a todos os corações cristãos. (...) O velho homem tem sido crucificado (Rm 6.6), mas o novo homem está vivo; o pecado é mortificado e a graça é vivificada. Tem as consolações e os triunfos da graça, mas essa graça não é de si mesmo, senão de outro. Os crentes se vêem vivendo num estado de dependência de Cristo. Daí que, embora viva na carne, contudo, não vive segundo a carne. Os que têm fé verdadeira, vivem por essa fé; e a fé se afirma em que Cristo se deu a si mesmo por nós. (...) [Mas] crer em Cristo crucificado não é só crer que foi crucificado, senão também crer que eu estou juntamente crucificado com Ele. isto é conhecer a Cristo crucificado. Daí aprendemos qual é a natureza da graça. A graça de Deus não pode estar unida ao mérito do homem. A graça não é graça a menos que seja dada livremente em toda forma. Quanto mais simplesmente o crente confie em Cristo para tudo, mais devotamente andará diante dEle em todas suas ordenanças e mandamentos. Cristo vive e reina nele, e ele vive aqui na terra pela fé no Filho de Deus, que opera por amor, produz obediência e muda a sua santa imagem. Deste modo, não abusa da graça de Deus nem a faz vã.” (MH)

Com comentários bíblicos de Mathew Henry (MH).

domingo, 29 de julho de 2012

Doutrina Bíblica da Oração - Os ensinos de Jesus, de Paulo e dos apóstolos




Sexta Lição - 05 de agosto – A oração no Novo Testamento – Os ensinos de Jesus Cristo

a)       Mt 6:5-15 – A oração pessoal e íntima
Nosso Senhor condenou todo tipo de exibicionismo na oração. Ela é assunto entre nós e Deus, assim, tudo que fizermos ‘para ser vistos pelos homens’ é um elemento estranho. Esse exibicionismo costuma aparecer de várias formas, por meio de palavras e discursos impressionantes, por meio de posturas e gestos, por um tom de voz forçado, etc. É especialmente reprovável, quando alguém se utiliza da oração pública para tentar impressionar as pessoas com a sua espiritualidade ou o seu conhecimento. O teste da espiritualidade verdadeira é aquela vida de oração que acontece somente entre a pessoa e Deus. Se Deus é Aquele a quem falamos na oração, se Ele nos vê e ouve a todo tempo e todo lugar, ninguém precisa saber o quanto oramos, e nossa sinceridade é provada quando escondemos dos outros o tamanho da nossa devoção.

b)       Mt 21:18-22 – A oração com fé
“A porta está fechada para a oração, a não ser que seja aberta com a chave da fé”[1]. “Deus não presta atenção à pompa das palavras ou à variedade de expressões, mas à sinceridade e à devoção do coração. A chave abre a porta não porque é dourada, mas porque se encaixa na fechadura. Não dê importância à quantidade de suas orações, isto é, à duração ou ao número delas. Estas coisas nada valem diante de Deus, que não conta, mas pesa as orações”. De fato a fé não é somente o poder para grandes feitos em oração, mas o requisito mínimo para começarmos a orar: sem fé é impossível agradar [a Deus]; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11:6).

c)        Mc 9:14-24 – A oração impossível
“A oração pode fazer qualquer coisa que Deus pode fazer”, pois o poder não está no crente que ora, mas no Deus a quem ele ora. Para esse Deus, nada é impossível (Lc 1:37), portanto também na oração tudo é possível ao que crê nesse Deus (Mc 9:23). Entretanto essa maravilhosa verdade será inútil se for pervertida para um tipo de religião pretensiosa e triunfalista. Gostamos da declaração da capacidade de Deus, mas esquecemos que ela vem num contexto de confissão da incapacidade do homem. Sim, Deus estende Sua Graça, mas a prioridade é para aqueles que confessam: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade (Mc 9:24), e reconhecem que sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15:6). Erra completamente o alvo aquele que pensa que a fé é um poder natural que ele precisa desenvolver de seu interior. Não, a fé não vem de vós, é dom de Deus (Ef 2:8). Por isso que devemos pedir: acrescenta-nos a fé (Lc 17:5).


d)       Lc 18:1-8 – A oração persistente
“Devemos ficar contentes com o fato de Deus fazer-nos esperar pela misericórdia. Grande parte de nossa santificação consiste em esperar uma resposta às nossas orações.” Esperar e insistir é ato de adoração dos mais puros, pois com isso dizemos a Deus que nossa esperança está unicamente nEle, e só Ele tem todo o poder e autoridade para resolver a nossa questão. Assim como os olhos dos servos atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR nosso Deus, até que tenha piedade de nós. (Sl 123:2)

e)       Lc 21:34-38 – A oração vigilante
Nosso Senhor disse "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca."  (Marcos 14 : 38). Oração vigilante é aquela que está atenta a qualquer fraqueza ou possibilidade de pecado e queda. É necessário lembrar que o crente, ainda que convertido, vive em constante luta do Espírito contra a carne, daí que, se ele interromper a comunhão com o Espírito Santo, deixando de orar, inevitavelmente a carne vai crescer em poder pecaminoso na sua vida.

f)        Jo 16:7-13 – A oração no Espírito
“As verdadeiras orações são como pombos-correios que encontram seu caminho com extrema facilidade; elas não podem deixar de ir para o céu, pois é do céu que procedem; elas estão apenas voltando para o lugar de onde vieram. A oração vem de Deus e... o tempo todo ele nos está treinando para orarmos. A oração movida pelo Espírito Santo é o som dos passos dos decretos divinos.” Quanto mais humildade teríamos se sempre lembrássemos que a própria capacidade de orar vem do Espírito Santo, quão maior gratidão também teríamos a Deus, por Ele não nos deixar esquecer dEle, mas nos atrair a Si em todo o tempo!!!
 

Sétima Lição – 12 de agosto - A oração no Novo Testamento – Os ensinos de Paulo

a)       Rm 8:31-39 – Uma oração de vitória
Paulo tinha acabado de declarar o favor do Pai, e as intercessões do Filho e do Espírito pelos escolhidos de Deus. Ora, que reação pode ele ter a não ser de exultação triunfante na invencibilidade do Deus Triúno? Tudo que Ele planejou se cumprirá, Sua salvação não pode ser perdida e mesmo todo o mal contribuirá para o bem dos que Lhe amam. Tal deve ser um modelo de espírito confiante nas nossas orações, olhando para os planos eternos, infalíveis e invencíveis de Deus a favor do Seu povo.

b)       Rm 11:33-36 – Uma oração de adoração
Adorar a Deus é reconhecer tudo que Ele é e faz. Os atributos invocados nessa oração são essenciais, até para que qualquer oração faça sentido: dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas.  Por isso que podemos pedir tudo a Ele, e esperar tudo dEle. Pois Deus é o dono de tudo, o sustentador de tudo e o alvo de tudo. Podemos olhar para qualquer direção deste mundo e encontrar motivos para agradecer ou interceder, pois o nosso Deus controla tudo que está à nossa volta, e tem poder para mudar tudo, e é o responsável por tudo. Glória pois a Ele eternamente, da parte de todos os que já entendem isso!

c)        1Co 1:4-9 – Uma oração de gratidão
“O cristão está indeciso entre bênçãos recebidas e bênçãos esperadas; portanto, ele deve sempre dar graças.” Agradecimento é reconhecimento, retribuição, elogio, tributo. É o transbordar da alegria de enxergar as bênçãos dadas por Deus, e a Sua misericórdia sobre nós. O crente que não viver em agradecimento, certamente perde muito do brilho na sua vida cristã, pois fica fora de sintonia com o Espírito Santo, que tem como um dos seus frutos a alegria (Gl 5:22).

d)       2Co 1:3-11 – Uma oração de consolo
Aquele mesmo Espírito Santo que nos leva a orar, irá nos fazer pronunciar uma oração de consolo aos nossos próximos que estiverem sofrendo. Ele, o Espírito Santo, é o Consolador disponível para nós, e por Sua graça, nos fará pedir o que Ele quer dar: o consolo que vem da confiança na soberania e sabedoria de Deus sobre nossas vidas. Fazer uma oração de consolo, muitas vezes é agir como um sacerdote daqueles que estão sofrendo, os quais, em virtude da dor, não tem forças nem para se dirigir a Deus.

e)       Ef 3:14-21 – Uma oração de intercessão
Somos ordenados por Deus: Orai sem cessar  (1Ts 5:17), confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis (Tg 5:16).  Enquanto estamos orando pelos nossos irmãos, o Reino de Deus avança, quando cansamos de orar, somos abatidos pelo inimigo: E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. (Ex 17:11). Assim, Deus determinou que o começo de nossa vitória ou derrota como igreja acontece na prática de oração que devemos ter uns pelos outros. Certamente Ele fez assim para que toda a glória seja somente dAquele a quem suplicamos, e cujo poder invocamos, e em cujo Nome esperamos.

Oitava Lição – 19 de agosto – Os ensinos dos apóstolos

a)       Hb 10:19-25 – Como chegar à oração
O acesso a Deus está aberto somente para seus verdadeiros adoradores. E verdadeira adoração somente acontece por meio do novo e vivo caminho, o Senhor Jesus Cristo. Fora dEle não há nenhuma expectativa de sermos recebidos por Deus, muito menos termos nossas orações atendidas. Por isso que oramos em nome de Jesus, esse nome que está acima de todo nome.

b)       Tg 5:7-20 – A oração pode muito em seus efeitos
Elias é citado como homem igual a nós, sujeito às mesmas paixões, mas que obteve grandes feitos em oração. Não devemos nos intimidar pelos personagens bíblicos serem profetas e apóstolos, no sentido de que não podemos ver maravilhas tais quais eles viram, pois quem faz diferença é o Deus Todo-Poderoso a quem oramos, o qual é mesmo ontem, hoje e eternamente.
c)       2Pe 2:1-10 – Cultivando um espírito de oração
“Embora a alma piedosa sempre deseje mais de Deus, ela nunca deseja mais do que Deus. Um período de tempo diário adequado para esperar em Deus... é a única maneira pela qual posso escapar da tirania das coisas urgentes. Devemos gastar as melhores horas do dia em comunhão com Deus. É a nossa ocupação mais nobre e mais frutífera, e não deve ser colocada em segundo plano. Se gastarmos dezesseis horas por dia em contato com coisas desta vida e apenas cinco minutos por dia em contato com Deus, será de admirar que as coisas desta vida sejam para nós duzentas vezes mais reais do que Deus?”

d)       1Jo 5:14-21 – Orando com confiança e segurança.
Isto é, sabemos que certamente receberemos, quando oramos sobre algo que Deus já disse ser a Sua vontade fazer para nós. Mas a pergunta que deve ser feita é: VOCÊ QUER O QUE DEUS QUER? Nós somente pedimos conforme a vontade de Deus quando nos submetemos a Ele. Um exemplo é “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição” – 1Ts 4:3 – uma vez que Deus quer que nos santifiquemos, as orações que fizermos com esse objetivo serão atendidas, e tanto receberemos a força para nos santificar, quanto saberemos que a santidade de Deus prevalecerá em nossa vida ao final. Entretanto, se não queremos ser santos, não pediremos isso, nem tampouco seremos atendidos em nossos pedidos pecaminosos – Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. - Tg 4:3.

e)       Jd 20-25 – Orar com verdadeira unção espiritual
Os crentes são exortados a permanecerem “edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,” o que nos sugere que, mais do que um meio de obter resultados, a oração é uma obra do Espírito Santo para nossa edificação. Ela faz parte do caráter dos filhos de Deus, que o Senhor está edificando em nós pelo poder do Seu Espírito. Assim, a “oração é um instrumento poderoso não para fazer com que a vontade do homem seja feita no céu, mas para fazer com que a vontade de Deus seja feita na terra”.

 

Nona Lição – 26 de agosto – A oração após os tempos bíblicos

a)       Sl 4:1-8 – Um perfil do homem de oração.
Deus tem requisitos, mas não esquecemos que Ele nunca está longe dos Seus filhos. A distância entre nós e Ele é o dobrar dos joelhos. “Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos de nossa era mecânica. O homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo.”

b)       Sl 17:1-15 – Como ficar em condições de orar
Devemos considerar a Deus mesmo nossa herança, e a comunhão com Ele, o salário da nossa oração.  Uma alma sequiosa por Deus, que tem fome e sede do Deus vivo, há de achá-Lo, no dia em que verdadeiramente amar ao Criador do mundo mais do que todas as coisas que há no mundo.

c)        Sl 19:1-14 – Uma avaliação necessária
Só Deus pode sondar o nosso coração sem distorções. Devemos pedir isso a Ele na oração, ainda que seja doloroso enxergar nossos pecados. Ninguém que sinceramente peça a Deus para lhe mostrar seus erros deixará de obter resposta rápida. Faz parte das características da oração servir como um espelho de Deus para nos mostrar quem realmente somos. Será por isso que passamos tão pouco tempo em oração? Porque não queremos saber a verdade a respeito dos nossos pecados?

d)       Sl 38:1-22 – Um pecador arrependido
Aqui o salmista reconhece: Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado. É melhor dizer que nossa dor vem de um castigo de Deus, do que ficar isentando Aquele que tem toda a autoridade no céu e na terra. Sim, Deus é quem permite males virem à nossa vida, e dizer isso em oração não é pecado, mas fé. Porque eu creio que Ele tem todo o poder, é que posso lamentar por meus sofrimentos, porque eu creio que Ele está irado comigo, é que posso ter esperança de restauração. Se Deus não estivesse no controle do mal que vem à nossa vida, não adiantaria orar a Ele. Mas porque Ele está no controle de todas as coisas, essa não é uma oração inútil, mas cheia de sentido e esperança, porque o Senhor é um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade (Sl 86:15)!

 
e)        Sl 62:1-12 – Um apelo ao nosso íntimo.
Se você ama a Deus, não pode ficar sem saber o que lhe dizer, algo que seu coração tenha a derramar diante dele, algo que a graça dele já havia colocado lá dentro.”




PRIMEIRA IGREJA BATISTA DA FAZENDA BOTAFOGO
ESCOLA BÍBLICA – 3TRI2012 - DOUTRINA BÍBLICA DA ORAÇÃO


[1] Todas as citações extrabíblicas são do livro Pérolas para a Vida, de John Blanchard, Editora Fiel. 
As citações bíblicas são da Versão Almeida Corrigida Fiel (ACF) da Sociedade Biblica Trinitariana.
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